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sábado, setembro 29, 2007

Só me faltava esta...

Como dizia Francisco Louçã esta tarde a vitória de Menezes é a prova da vulnerablidade da Democracia perante o populismo.
E este é para mim o dado preocupante. A vitória de Menezes nada significa em relação à maior ou menor oposição a Sócrates. Pelo lado do PSD, Sócrates, fosse qual fosse o resultado de ontem à noite, teria sempre, em 2009, a vitória assegurada.
Mas a vitória de Menezes não é SÓ a vitória de Menezes. É a sequência lógica das eleições de Fátima Felgueiras ou de Isaltino. É a sequência prevísivel da manutenção eterna de Alberto João na Madeira ou dos Mccann, durante meses, em nossas casas. É a eleição dos tempos em que o "são todos iguais" acaba por servir de desculpabilização e não de exigência.
A Direita optou, mais uma vez, pela demagogia, o populismo e o vazio ideológico. Tem agora nos lugares certos os dirigentes certos. Em 2009 grande parte da campanha eleitoral vai ser passada nas feiras e nos mercados...
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O que me preocupa é quando na Esquerda, vamos assistindo a fenómenos semelhantes. Porque aí, sim, é a Democracia que está em causa. Se em nome do pragmatismo a Esquerda se deixar enredar no novelo do fim das ideologias e dos princípios, a Democracia não se mostrará, apenas, vulnerável ao populismo. Será por ele vencida.
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Esta manhã dei comigo a pensar que Santana Lopes era uma sequência lógica nestes tempos. Quer queiramos quer não, Santana Lopes é mais a imagem destes tempos do que Cavaco. E não é que eu, anti-cavaquiata militante, dei comigo a ficar assustada !!??
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Nota: Já no fim de escrever estas linhas me apercebi que aqui faltava algo: a forma como decorreu a "campanha eleitoral" para estas eleições, recordando também como já tinha sido a das Directas do PS, leva-me a ser clara: as Directas em Partidos não trazem nenhuma mais valia à Democracia. Nem sequer à interna. As Directas em Partidos são, também elas, o espelho destes tempos de ausência de ideias. Nunca se discutiram ideias, aqui. Discutiu-se quem pagava mais quotas. E discutiram-se pessoas. Ganhou uma das "pessoas". Na volta foi o "Ganda Nóia" que perdeu isto...

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4Comenta Este Post

At 9/29/2007 10:03 da tarde, Anonymous josé manuel faria escreveu...

Se vencesse MMendes ganhava o elitismo a demmocrcia o anti-popul
ismo?
Os eleitores/militantes do PSD votaram em LFM, não é democracia.

Pensam que é o melhor, não têm esse direito.

Francisco Louça não esteve bem. Os problemas, as soluções do PSD são problemas deles.

E como dizia Miguel Madeira: Populismo é uma palavra vaga, cabe tudo.

E não houve uma altura em que era "popular", chique, um jovem ser do Bloco. Isso não era populismo?

 
At 9/29/2007 10:23 da tarde, Blogger Isabel Faria escreveu...

José Manuel, claro que o problema do PSD é problema do PSD, mas porque carga de água é que o FL não podia dar a sua opinião? Não me parece que venha daí mal ao mundo...

Nota bem,eu nada tenho com o que se passa dentro do PSD...mas não me parece que seja indiferente quem ganha as eleições no PSD. Sobretudo pelo que significa o voto dos eleitores.
Claro que se Mendes ganhasse não ganhava isso tudo que tu dizes...agora afirmar que as bases do PSD são mais à Esquerda que as suas cúpulas também me parece algo forçado...ou que de um outro lado estavam os dirigentes, os barões, e do outo as bases...considerar o Angelo Correia base...ou o próprio Menezes, não barão...não me parece que seja de ir por aí.

Nada tenho a favor de Mendes, pela simples razão de que a ideologia que perfilha não é a minha. Está do outro lado da minha. Assim como o PSD. Ponto. Agora, acabo por talvez considerar menos perigoso a ideologia dos barões, porque essa combate-se, do que a sua ausência, porque essa "entranha-se".

E não entendo quem é que diz que o PSD não tem o direito de escolher quem quer...nem onde viste isto nas minhas palavras. Muito menos onde é que viste que eu disse que votar em eleições não é Democracia. Apenas disse e repito que preferirei sempre escolher entre ideias do que entre pessoas. Por isso escrevi que eleições directas em Partidos, a meu ver, nada trazem de positivo para a Democracia ou para a Democracia interno dos Partidos. Os Partidos distinguem-se pela sua ideologia, o seu programa e os seus objectivos. Não pelos seus dirigentes.Quando se adere a um Partido adere-se ao que defende e combate...não a quem o defende ou combate. Não acredito muito em lideres, fazer o quê?

Não me parece que isso, dos jovens serem do BE, fosse populismo...era apenas moda.E José Manuel, cabe muita coisa em "populismo"...mas nada tem a ver com "popular". E ambos sabemos isso.

 
At 9/30/2007 1:38 da manhã, Anonymous Anónimo escreveu...

Mendes Bota
Angelo Correia
Duarte Lima
Arlindo Cunha

Para não falar de
Santana Lopes
Isaltino Morais
Valentim Loureiro

Ou até os ditos independentes

O Carmona de Lisboa
e o Moita Flores de Santarem.

Nada desta gente é das bases, mas tudo isto é do mais populista, sem ideias sem ideologia, e que tem como único projecto o poder pelo poder, para servir clientelas.

Mas sem dúvida é o PSD no seu melhor...ou pior...

Por isso que se lixem....

 
At 9/30/2007 7:14 da tarde, Anonymous Anónimo escreveu...

Estimada Isabel: não queira ser assim tão ingénua - tudo o que se passa do PSD tem importância.

Em primeiro lugar porque vivemos uma democracia de partidos, onde os partidos contam e o PSD é um partido de governo - tendo em conta a chamada alternância.

Em segundo lugar porque, lá por ser do Bloco, não deverá ficar blindada e alheia ao resto do espectro politico que a rodeia, sobretudo se representarem uma muito maior quantidade de seus concidadãos.

Por mim, e se me dá licença que discorde, nem o Dr. Louçã nem a senhora têm razão.

O populismo não é obrigatoriamente mau, e em Portugal é tão populista o Dr. Menezes quanto o Dr. Louçâ. Aliás, penso que hoje todos os políticos nacionais são ou estão em vias de vir a ser populistas - aparentam dar atenção às carências primárias dos simples cidadãos e procuram dar a entender que as resolvem. Será capaz de referenciar as diferenças entre o Dr. Louçã e o Dr. P. Portas?

Voltando ao Dr. Menezes, prepare-se para vê-lo a tentar ultrapassar o (Engº ??) Sócrates pela esquerda - quer com propostas ditas de esquerda, quer apelidando-o de adoptar políticas governativas de extrema-direita (o que até é verdade).

Digo eu...

Saloio

 

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