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sexta-feira, outubro 26, 2007

Ana Gomes em grande



Ana Gomes no Blogue Causa Nossa num post chamado "Referendo sobre o quê?"

"...a Europa precisa absolutamente das novas regras de funcionamento que o Tratado estabelece (e que no essencial são as já propostas na Constituição)."

Ana Gomes no Blogue Causa Nossa num post chamado "Referendo sobre o quê?" 4 linhas abaixo da frase anterior.

Nota minha: Então em que é que ficamos, ele é geneticamente diferente ou no essencial é a mesma coisa? E dependendo dessa resposta dizer porque mudou a opinião sobre o referendo.

Esta ansia de querer vender o tratado como sendo uma coisa nova chega quase ao absurdo mas felizmente que Ana Gomes com a frontalidde que lhe é reconhecida explica no final o seu motivo:

"Tanto mais que Portugal exerce actualmente a Presidência da UE: temos a responsabilidade de não deixar que se crie um "efeito dominó" que torne inelutável no Reino Unido a realização de um referendo, que decerto acarretaria não apenas o chumbo do Tratado, ..."

Ou seja, os políticos sabem que o tratado é uma coisa mal querida pelos europeus e que se tiverem hipótese que o chumbam na urnas, mas se ele não for referendado pode ser vendido como sendo uma coisa boa que de uma forma "perfeitamente democrática e representativa" foi decidida pelos Parlamentos nacionais que afinal são os representantes do povo. Ana Gomes também não quis dizer que um referendo na Alemanha, na Holanda e na França provavelmente teria o mesmo fim do referendo no Reino Unido e isso equivalia a dizer que ele seria rejeitado por uma larga maioria dos europeus.

De facto não podemos acusar a Ana Gomes de não dizer ao que se vai. De ser desonesta na forma mas é pena qua já não se possa dizer o mesmo do conteúdo que é de uma desonestidade a toda a prova.

Já que estamos a falar do Post da Ana Gomes e respeitando o seu fim de post dizer que:

Como cidadão exigo um referendo e a minha resposta é NÂO. Obviamente

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3Comenta Este Post

At 10/26/2007 12:57 da tarde, Blogger Mãe Galinha escreveu...

Não estou aqui a defender ninguém , mas tu sabes, como político que és, que os referendos em França e na Holanda versaram sobre tudo menos sobre a Europa. Saberás, muito melhor do que eu, que na política nem tudo o que parece é; e que um referendo sobre a Europa não se reporta apenas à opinião das pessoas sobre a Europa.

 
At 10/26/2007 1:35 da tarde, Blogger Daniel Arruda escreveu...

Por acaso até acho que o referendo na França e na Holanda versou sobre a Europa. Versou especialmente sobre o alheamento a que as populações foram sujeitas em Mastrich e em Nice. As discussões colaterais que se fizeram depois são tão só uma consequencia de anos de gradual afastamento da Europa política da Europa dos cidadãos.
Por exemplo uma das discussões que foi feita está a ser retomada agora. Porque não fazer o verdadeiro tratado social da Europa, mesmo que seja na matriz social democrata tradicional na Europa. Um tratado social que retomasse as origens por exemplo do acordo de Lisboa sobre pleno emprego e políticas de protecção social. um tratado social ue definiosse políticas de imigração sérias e não a da Europa fortaleza que está a ser instituida. Um tratdo que não discriminasse as pessoas favorecendo os capitais. Isto foi discutido em França e na Holanda.
É certo que houve muitas derivações que vieram ao de cima que são como já disse atrás consequência de um afastamento a que os cidadão da Europa foram votados ao longo dos anos. Vejamos Nice, um tratado de fundamental importancia e com implicações na vida quotidiana de todos nós. Alguém foi ouvido na Europa sobre isso? Neste cenário é normal que as pessoas se questionem sobre a justeza e importancia da Europa.
Só um reparo quanto à Ana Gomes. Eu não desgosto dela enquanto política. Acho-a uma pessoa frontal e directa. Para o bem e para o mal e este post é exemplo disso. Mas quem é frontal arrisca-se á crítica e no fundo acho que é isso que ela pretende. No fundo não deixa de ser á sua forma mais uma voz que vai acabar por juntar-se a tantas outras no PS a pedir o referendo.

 
At 10/26/2007 7:50 da tarde, Blogger Isabel Faria escreveu...

Pois é daniel, ao menos há quem chame os bois pelos nomes. Mesmo que os nomes sejam um bocado maus. Sim porque reconhecer que não se houve o povo...porque se sabe que o povo vai estragar a festa, deve ter umnome feíto.

Mãe galinha, a queatão não é, neste caso, bem essa...Não parec que os Governos europues não pensem referendar o Tratado por acharem que os europeus vão votar a pensar noutras coisas. Os Governos europeus não vão referendar o Tratado porque têm medo (ou t~em a certeza?) de, seja a que for que os europeus vão a pensar, chumbem o Tratado. E isto tem uma dose razoável de desonestidade.
No caso de Sócrates o problema ainda é mais grave. Quando prometeu em campanha que faria o referendo. Quando escreveu no programa de Governo que iria referendar o Tratado, o PS já sabia sobre que (também)versava o voto.

Há três anos o PS escrevia no seu Programa:
«a prioridade do novo Governo será a de assegurar a ratificação do Tratado Constitucional. O PS entende que é necessário reforçar a legitimação democrática do processo de construção europeia, pelo que defende que a aprovação e ratificação do Tratado deva ser precedida de referendo popular, amplamente informado e participado, na sequência de uma revisão constitucional que permita formular aos portugueses uma questão clara, precisa e inequívoca".

Aqui não está só em causa a análise das razõoes dos votos dos frenceses ou dos holandeses...aqui está em causa que Sócrates se comprometeu a referendar o Tratado (não sei se se recorda que a Constituição foi alterada propositadamente para que isso fosse possível...)e agora prepara-se para não o fazer.

Os compromissos são para se cumprir...na Política também.

 

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