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segunda-feira, outubro 08, 2007

De-mocracia. Mai nada.

Eu fiquei convencido e dirai até mais do que o que está escrito. Que Cuba é um verdadeiro exemplo de democracia participativa. Foi por isso que a transição de Fidel para Raúl foi feita ao bom estilo monarquico. Mas será que é uma democracia assim que o PCP defende para Portugal? Ou será que é uma democracia tipo China. Ou será que é uma democracia tipo Vietname ou uma democracia tipo Birmania. É que são, á intrepretação deste artigo, tudo democracias e mais. Participadas e justas.
A única coisa que eu tenho pena nestas democracias é que o povo não as entenda. Mas o que é que isso importa. No caso de Cuba desde que o PCC se mantenha no poder o que interessa se o povo entende a democracia ou não. Quais partidos, qual liberdade de candidatura. OK, todos podem candidatar-se desde que aprovados pelo PCC. Mas o que é que isso interessa quando estão em causa os supremos valores da revolução cubana.

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10Comenta Este Post

At 10/08/2007 5:00 da tarde, Anonymous António Vilarigues escreveu...

Caro Daniel Arruda:
A democracia que o PCP defende para Portugal, como sabe, é ESTA (tipo PORTUGAL): http://www.pcp.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=13&Itemid=39#27;
e o socialismo que propõe é este: http://www.pcp.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=13&Itemid=39#69
Está há anos na NET e foi aprovada em Congresso...

 
At 10/08/2007 7:09 da tarde, Anonymous Anónimo escreveu...

O PCP defende a democracia para Portugal...


Mas está-se borrifando para que os cubanos, chineses, birmaneses, vietnamistas etc etc possam gozar das mesmas liberdades dos portugueses...

Será isto o internacionalismo á maneira do PCP

 
At 10/08/2007 10:21 da tarde, Blogger Isabel Faria escreveu...

António Vilarigues, se é a que aponta o Programa do PCP a democracia que o PCP defende para Portugal então como é que o orgão oficial do PCP pode dar Cuba como um exemplo de Democracia?

Diz o programa do PCP, que você cita:

"Serão plenamente assegurados como direitos, garantias e liberdades fundamentais:
- a liberdade de expressão de pensamento, a liberdade de imprensa e o direito à informação, com proibição da censura e garantia do pluralismo político e ideológico;
- a liberdade de reunião e manifestação sem dependência de autorização prévia e com garantia de cedência de lugares e recintos públicos e abertos ao público para permitir o seu exercício efectivo em todo o território nacional;
- a liberdade de constituição e acção de partidos políticos e outras associações sem interferência nem necessidade de autorização prévia de entidades públicas;"

Estão garantidas estas liberdades e estas garantias em Cuba?
Não há prisioneiros políticos em Cuba? Há liberdade de imprensa em Cuba? Quantos Partidos politicos concorrem às eleições? Ou, como diz o anónimo que deixou um comentário a seguir, o que é bom para nós não é bom para os outros? Andámos, e andou de uma forma exemplar o seu Partido, a lutar anos contra a Ditadura do Partido único para aceitar a ditadura do Partido único e apresentá-la como exemplo?

Onde é que encaixa no programa do PCP e no seu conceito de democracia esta frase do texto do Avante:
"A Constituição estabelece claramente que o Partido Comunista de Cuba não é um partido eleitoral. É um partido político que representa a nação.".

Um Partido político que representa a Nação? Mas quem lhe deu essa perrogativa? Quem os escolheu, nomeou, elegeu? Como é que um Partido que não se sujeita ao veridicto popular - está lá escrito partido não eleitoral- pode representar uma nação?

Não aceitando como exclusivo o exemplo da democracia parlamentar ocidental (chamava-lhe democracia burguesa, eu...mas para não ferir susceptibilidades, "amenizemos" a coisa...), como é que numa democracia de base, participativa pode haver representantes da Nação,por imposição constitucional e não por vontade dos povos? E são-no ad eternum? Por imperativo exclusivamente histórico? Mas isso tem alguma coisa de democrático, seja qual for o conceito de Democracia que se defenda?

È por o PCC ser essa entidade acima das instituições de que o texto fala, que Raul Castro scedeu a Fidel Castro?
Fez-se uma Revolução em Cuba, o povo cubano sofre há anos as agruras do bloqueio americano, para implementar um tipo qualquer enviezado, ou talvez nem tanto, de monarquia?

Cuba pode ser um exemplo de muita coisa e em muita coisa. O povo cubano pode ser um exemplo de resistência. Agora um exemplo de Democracia, sobretudo se a Democracia que você e o seu partido defendem fôr a que nos citou e que consta do Programa do PCP,só pode ser anedota. Ou então falta de coragem. Ou então hipocrisia. No programa ou no exemplo dado.

 
At 10/08/2007 11:29 da tarde, Anonymous Anónimo escreveu...

"possam gozar das mesmas liberdades dos portugueses..."????????

ó seu palerma algum cubano, chinês, birmanês, vietnamita lhe fez mal para lhe desejar tão ruim destino?

 
At 10/08/2007 11:31 da tarde, Anonymous Anónimo escreveu...

esta gaja nem o artigo leu mas repete a lamúria do costume, parva de todo.

 
At 10/08/2007 11:47 da tarde, Anonymous António Vilarigues escreveu...

Cara Isabel Faria,
1. Como sabe perfeitamente a democracia que o PCP defende é a que consta do seu Programa. O PCP não tem por hábito meter o Programa na gaveta. Insinuar o contrário não lhe fica bem. O património histórico nesse campo do PCP fala por si.
2. Como sabe também ser "solidário" com uma causa, não implica estar de acordo a 100% com essa causa.
3. Para ser mais claro: sou solidário com a causa Palestina apesar dos comunistas palestinos estarem proibidos estatutariamente de pertencer à direcção da OLP. E podia-lhe dar mais cem exemplos.
4. O PCP é (e sempre foi), como sabe, contra os "modelos". O modelo que propomos é para Portugal. Compete a cada povo encontrar o seu "modelo".
5. Para ser mais claro. Somos ambos republicanos. Por isso as monarquias constitucionais europeias passam a ser estados e "modelos" a desprezar?
6. Nunca vi, nem na altura, uma linha sobre o facto de as mulheres só terem direito a voto na democrática Suiça desde os meados dos anos 80 do século XX...
7. O processo eleitoral, como pelos vistos bem sabe, é profundamente diferente do nosso. Desde logo pela existência e papel dos CDR (comités de defesa da revolução). Nele a componente participativa é distinta da portuguesa. Mas não só. Os deputados (herança do "modelo" da comuna de Paris)são revocáveis a qualquer momento pelos seus eleitores.
8. É impressão minha ou a Isabel pertence ao grupo daqueles que pensa que os comunistas pensam todos exactamente da mesma maneira? Caso assim seja, e só nesse caso, a reportagem do MEC na Sábado sobre a Festa do Avante é de leitura obrigatória...
9. Faço minhas as palavras de Víto Dias: «Apenas uma nota sobre um tema: o das responsabilizações políticas individuais e retroactivas.
Desculpe lá, mas eu só vejo acontecer isso com os comunistas.
Alguém anda aí atirar para cima dos ombros do Pacheco Pereira, do Durão Barroso, do Jorge Coelho, da Helena Matos e de tutti quanti os milhões de mortos da «revolução cultural chinesa»? Não vejo.
Alguém anda aí a atirar para cima dos ombros dos socialistas portugueses as responsabilidades dos socialistas franceses nos crimes e massacres em duas guerras coloniais como na Indochina e na Argélia? Não vejo.
Alguém anda para aí atirar para cima dos ombros das personalidades ou apoiantes de partidos de direita todas as ditaduras a que partidos de direita se associaram no mundo? Não vejo.
Alguém anda aí a atirar para cima dos ombros de todos os defensores do capitalismo todos os crimes, genocídios e guerras que gerou? Não vejo.
E não só não vejo, como não acharia justo que assim fosse. Pelas mesmas razões porque não acho justo que o façam aos comunistas portugueses que, digam os JMC's o que quiserem, têm um património individual e colectivo de vinculação à causa da liberdade que não teme comparações.»
10. Posto isto tudo (desculpe-me a extensão do post), o facto de, obviamente não estar de acordo com tudo o que se passa em Cuba, não me impede de ser solidário com a sua luta contra o imperialismo americano (o bloqueio de 46 anos não é uma coisa menor Isabel, procure imaginar o que seriam os seus efeitos se fosse Portugal).

 
At 10/09/2007 1:00 da manhã, Blogger Isabel Faria escreveu...

António, vamos lá então por partes. Numerando-as, tal como fez, para também simplificar:

1 - Não afirmei ou deixei de afirmar que o PCP meteu o programa na gaveta. Aliás, nem sequer teci quaisquer tipo de considerandos sobre o programa ou o conceito de Democracia que o PCP defende Afirmei e reitero que se o conceito de Democracia que o PCP defende é o do seu programa então não pode o seu orgão oficial apresentar Cuba como o verdadeiro exemplo da Democracia.
Ou então o PCP está, através do seu orgão central, a reconhecer que defende um conceito de Democracia que não é "exemplo", o que me parece um contra senso: um partido defender e lutar por um programa que considera errado não tem muita lógica, ou tem?

2- Caro que não. Eu também sou solidária com a luta de do povo Cubano contra o bloqueio americano (e disse-o no meu comentário, não entendendo, portanto, porque é que no seu ponto 10 afirma que eu considero o bloqueio americano de somenos importãncia), mas não aceito que esse bloqueio seja "a desculpa" para que não sejam respeitados, por exemplo, os pontos que citei e que retirei do programa do seu Partido.
Eu sou solidária da luta do povo da Venezuela contra o imperialismo americano, mas não considero que Chavez construa o socilalismo e por aí fora. Aí, portanto, plenamente de acordo. Os meus exemplos devem ser tantos, se bem que nalguns casos possam ser diferentes, quanto os seus.

3 - Diz o António que compete a cada povo escolher o seu modelo. Plenamente de acordo. A questão portanto, para mim, é: o povo cubano está a escolher o seu modelo não tendo liberdade política de o fazer? Sejamos tão claros como o António, o Povo Cubano pode livremente decidir que o PCC não representa a Nação? Como? Usando que mecanismos?

4- Claro que eu sei que o processo eleitoral é bem diferente do nosso. Também sei que durante anos acreditei que Democracia participativa (eu até sou do tempo em que, contrariamente ao seu Partido defendia, e assumo-o sem qualquer problema ou culpa, um conceito de Democracia que não é o que o PCP defende no seu programa) era a que emanava das bases. Fui das que lutei por aquilo a que há trinta e tal anos anos chamámos de Poder Popular - o poder das CTs e das C. Moradores. Mas, tanto aí como na Democracia (agora não resisto ao chavão, porque simplifica as coisas) burguesa a ideia de um partido acima das instituições, fora do controlo dos votos, um Partido político não eleitoral que represente a Nação, não encaixa e não faz sentido.

5- Não, António, não penso que os comunistas pensem exactamente todos o mesmo...agora penso é que o PCP não se demarca como deveria de haver militantes do PCP que usando o sectarismo e um seguidismo acritico dão essa imagem do PCP.
(Só um aparte, nunca entendi como é que, sendo a Blogosfera o que é hoje, nunca encontrei nesta ou noutra caixa qualquer de comentários, um militante do PCP que se insurgisse publicamente contra os métodos, as calúnias e as agressões de alguns que se intitulam comunistas e que, publicamente, assumem que transmitem a ideia e a postura oficial do PCP. Fim de áparte e que é meio àparte meio desabafo...).

6 - Quanto à parte do seu comentário sobre a responsabilização, ai permita-me que lhe chame a atenção para que está a ser algo redutor. Não é só o PCP que é responsabilizado pelos males do Mundo. Essa responsabilização é feita pela Direita em relação a toda a Esquerda.
Todos nós, para a Direita, já fomos maoístas, estalinistas, apoámos Pol Pot e os fundamentalistas islâmicos. Todos nós tivemos responsabilidades no atentado de 11 de Setembro ou na morte de Trostky. E invadmos a Checoslováquia ou matámos um guarda civil em Espanha. Isto claro no intervalo entre sermos reponsáveis por um ataque a maçarocas em Silves ou por ser trostquistas...essa constante diabolização por parte da Direita não se resume ao PCP, António.
Agora a Esquerda (e não só o PCP, concordo) dá o flanco porque muitas vezes não tem a coragem política de se demarcar convenientemente dos crimes que se cometeram em nome do Socialismo.
E a Esquerda não usa eses métodos, essa diabolização, porque apesar de todos os erros e de muitas diferenças que nos separam, convenhamos que somos um bocado menos primários que essa direita trauliteira e falsamente cristã, que vive e se elimenta da divisão do Mundo em Anjos e Diabos..sendo eles obviamente os Anjos.

7 - Só para terminar (este também está grandote...): O António escreve:
"Posto isto tudo (desculpe-me a extensão do post), o facto de, obviamente não estar de acordo com tudo o que se passa em Cuba, não me impede de ser solidário com a sua luta contra o imperialismo americano". Faço minhas as suas palavras. Por isso mesmo nunca daria o regime cubano como exemplo de Democracia. E não tenho nenhuma dúvida em dar o seu povo como exemplo de resistência.

 
At 10/09/2007 5:01 da tarde, Anonymous António Vilarigues escreveu...

Cara Isabel,
1. É o "se", Isabel, é o seu "se" que me faz "frenicoques". O Programa é claro. Coma clara sempre tem sido a postura do PCP. Não há nenhum "se"...
2. Feche os olhos e imagine: Portugal invadido pela Espanha. Todo o país ocupado menos um pequeno círculo com passagem por Mafra, Coina e Vila Franca. Infra estruturas de comunicação, água e electricidade destruídas. Depois, ocupação total de Trás-os-Montes e do Algarve durante mais de 25 anos. Atentados, ainda e sempre, às infra-estruturas. Chegam colegas meus (informáticos) aos hotéis que restam. Queixam-se das falhas de abastecimento de electricidade e de água...
3. Já imaginou? Como sabe foi isto que aconteceu em Angola. Mas quase todos os técnicos, empresários e não só que lá se deslocaram vinham sempre com queixas. Imagine o que teria sido em Portugal...
4. Em Cuba tem sido muito pior: bloqueio total ininterrupto há 46 anos; perca de 80% da economia com a queda da URSS e dos países do Leste da Europa, literalmente de um dia para o outro; proximidade (em dias limpos pode-se ver os EUA) do inimigo; sabotagens e intervencionismos directos como se pode ver em http://www.gwu.edu/~nsarchiv/ (site do NSA)
5. Não explicam tudo, mas ajudam. É óbvio que há erros, e muitos, próprios (aconselho a leitura do discurso de Raúl Castro no aniversário da Revolução)
6. Cuba está em combate permanente há 48 anos na linha da frente. Como sabe isso implica, goste-se ou não, limitações à democracia (tente ter um exército sem comando único e logo vê o que é que acontece...).
7. Passa-lhe pela cabeça sequer que, nesta realidade, sem o apoio maioritário da população aos seus dirigentes Cuba teria resistido?
8. A questão que levanta é pertinente e discutida internamente no PCP há 65 anos: a dialética entre o criticar publicamente e o manifestar a solidariedade. Não é nada fácil.
9. A opção do PCP (com prejuizo para a sua caixa de comentários, passe a brincadeira) tem sido criticar em privado (excepto quando, na nossa opinião, a situação se torna de todo insustentável) e solidariedade pública. Acompanhada de clareza e firmeza de princípios. Isto tem, estamos conscientes disso, custos políticos.
10. Mas tem grangeado, e continua, um prestígio impar, sem falsas vaidades, no seio do Movimento Comunista Internacional e não só.
11. Não por acaso foi ao PCP que alguns anos atrás TODAS as correntes da resistência Palestina se dirigiram para mediar a sua unidade (e na altura ainda existia a URSS); foi ao PCP que os PCs do Vietname e da China recorreram para superar o estado de guerra e as suas divergências; é o PCP, como se viu ainda em 2006, que continua a ser dos muito poucos PCs com capacidade de ser ouvido quer por outros comunistas, quer pelos mais diversos sectores anti-imperialistas. E mais não fazemos é por falta de meios humanos e sobretudo financeiros.
12. Um exemplo mais para terminar: são públicas e notórias as divergências do PCP com o PC Francês. Mas como viu, na hora da derrota, nem uma palavra sobre essas discordâncias quase totais. Apenas a solidariedade.

 
At 10/09/2007 9:34 da tarde, Blogger Isabel Faria escreveu...

1 - Que não seja por isso, António. Então sem se. A concepção de Democacia que o PCP defende no seu progrma não é compatível com a afirmação do seu orgão central ao apresentar o sistema cubano como o verdadeiro exemplo de Democracia. Porque são, a meu ver, imcompatíveis entre si.

2 - O bloqueio americano não me é estranho. Apenas reitero que os "erros" de que o António fala, são, pelo menos publicamente, ignorados pelo PCP. E que o Bloqueio económico pode ser a razão para a situação económica do País e as dificuldades do seu povo, não pode servir de desculpa para os "erros".
Com a queda do Muro de Berlim e da URSS acabámos todos por ter que aprender que justiça social (mesmo que ela exista) sem liberdade individual e colectva será sempre uma justiça manca. Insuficiente e prvisória.

3 - No que não consigo concordar é com o seu "endeusamento" (desculpe o termo, é, apenas, por incapacidade de encontrar outro mais correcto) da "solidariedade" entre Partidos. Para mim a solidariedade que conta é a entre povos. O meu Partdo faz parte do PEE e eu não me sinto nada na obrigação de aceitar e defender, nem sequer de calar, a política de colaboração da Refundação Comunista com o Governo neliberal de Prodi. Ou a perseguição que o Partido fez, quando há poucos meses, um dos seus deputados eleitos se manifestou contra a política externa italiana. Critico-a. E sinto-me "obrigada" a fazê-lo publicamente.Porque não o fazer seria estar a ser conivente.
Sou menos solidária com o povo italiano por causa disso? Não me parece.
Até porque isso nos levaria a caminhos algo escorregadios: solidariedade com o povo americano não implica calar os crimes de Bush, pois não? Solidariedade com o povo coreano, implica "fazer de conta" que há Democracia e que o PC Coreano está a construir o Socialismo? Solidariedade com o PC Chinês, ignora-se a Revolução Cultural? Solidariedade com o povo do Irão, apoia-se o fundamentalismo de Teerão?
Resumindo, em nome da Solidariedade entre o PCP e os Partidos Comunistas da Coreia do Norte, da China ou da Coreia, se o PCP cala os atropelos à liberdade, as perseguições, o neo-capitalismo selvagem, estará, porventura, a aumentar o seu prestígio no que o António chama o "Movimento Comunista", mas está a ajudar o povo coreano chinês ou cubano?
A partir de quando (ou de quanto) é que o PCP considera que se atingiu o insustentável? A liberdade ou a falta dela em Cuba pode-se medir? O trabalho infantil e o trabalho sem direitas na China, podem-se medir para que possamos saber a partir de que ponto é que o PCP não pode manter "privadas" as diferenças?

4 - No seu ponto 6, o António acaba, a meu ver, por dar razão ao post do Daniel Arruda e aos meus comentários.
Escreve o António:
"Como sabe isso implica, goste-se ou não, limitações à democracia".
Aqui está a questão primeira: uma Democracia com limitações (impostas, que seja) pode ser um exemplo de Democracia?
Era disso que tratava o artigo do Avante. Era esse um dos títulos de um dos seus parágrafos.
E disso o Atónio não me consegue convencer. Apesar do prazer que me dá discutir com alguém do PCP que não me chame 375 nomes mais ou menos feiotes em 376 linhas de comentário...mais à família toda e ao Bono (o meu gato!) (mais um cadito do desabafo...nada a fazer aquela sua camarada está-me atravessada...também é a brincar).

 
At 10/10/2007 2:15 da tarde, Anonymous António Vilarigues escreveu...

Já ambos dissemos o que tínhamos a dizer.
Conhece? http://xatoocubano.blogspot.com/
Tem algumas reflexões interessantes...

 

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