Sobre o 25 de Abril e os "soixante-huitards"
Li há poucos dias no Blog ou a Vida que muito aprecio, um excelente post sobre a geração de Maio de 68 que me levou à seguinte reflexão:
Durante grande parte da minha vida gabei a minha geração, a de Maio de 68. Por muitos motivos que não vale a pena enumerar mas, sobretudo, por ter sido solidária, contestatária, libertária como nenhuma outra até então. Hoje mantenho exactamente o que dizia e digo. Historicamente não conheço nenhuma que se lhe iguale ou equipare. Essa geração, a que eu pertenço ainda, sobe romper barreiras, costumes de muitos séculos, soube por em causa muitos usos, costumes. Trouxe ao convívio social uma liberdade, uma solidariedade transbordante, muito incompreendidas e invejadas.
Mas essas características geracionais não foram obra de toda a gente mas de um punhado de homens e mulheres em todo o mundo que o souberam fazer e, divulgar. Por isso não admira que muita gente desse tempo esteja agora refastelada nas administrações das empresas, nos parlamentos, etc. Esses não foram e continuam a não ser soixante-huitards mas apenas vulgares abutres das massas. Não há confusão possível.
As gerações posteriores bem podem invejar esse tempo de descoberta da humanidade e do direito à felicidade. Mas não podemos viver sempre à sombra dos nossos pais. Como diz qualquer livro de Sabedoria, relativamente aos nossos antepassados o nosso dever é, simplesmente, honrá-los.
Mas essas características geracionais não foram obra de toda a gente mas de um punhado de homens e mulheres em todo o mundo que o souberam fazer e, divulgar. Por isso não admira que muita gente desse tempo esteja agora refastelada nas administrações das empresas, nos parlamentos, etc. Esses não foram e continuam a não ser soixante-huitards mas apenas vulgares abutres das massas. Não há confusão possível.
As gerações posteriores bem podem invejar esse tempo de descoberta da humanidade e do direito à felicidade. Mas não podemos viver sempre à sombra dos nossos pais. Como diz qualquer livro de Sabedoria, relativamente aos nossos antepassados o nosso dever é, simplesmente, honrá-los.
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