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segunda-feira, novembro 05, 2007

A irresponsabilidade não deve ser punida?

A samana passada foram três mulheres em Lisboa. Há quinze dias, duas crianças em Alcanena. Hoje uma avó e os dois netos, um dos quais se encontra em estado grave. Estes são os casos que se vão lendo. Depois há os outros todos.
É um problema transversal ao País. As notícias dão conta de casos de atropelamentos por todo o lado.
Em comum, nestes últimos casos, está o facto de as vitimas irem em passadeiras. Segundo parece em Lisboa a passadeira tinha o semáforo aberto para os peões. Não houve, portanto, irresponsabilidade dos peões em nenhum dos casos.
Se continuarmos todos a assobiar para o lado, até que um dia nos bata à porta, a incúria, a falta de civismo, a irresponsabilidade e a inconsciência vão continuar.
Atropelar três pessoas numa passadeira da forma como aconteceu em Lisboa pode ter imensas razões. E justificações. Mas A razão, tem que ser o incumprimento dos limites de velocidade que a lei impõe.
A 50km à hora não se matam duas pessoas e não se deixa o carro naquele estado.
Nestas coisas sou verdadeiramente radical. A vida é demasiado preciosa para estar à mercê de gente irresponsável. Não consigo entender como é que se mantém a Carta de Condução depois de provocar a morte ou danos irreparáveis por razões que têm a ver com o facto de não se ser capaz de ter a carta de condução.
Porque não me venham com histórias de despistes. Com a desculpa dos pisos. Com o bode expiatório de deficiente sinalização. A grande maioria dos atropelamentos são incúria. Inconsciência e falta de humanidade. Sim, porque é humano preocuparmo-nos com os outros. Com a segurança dos outros e com a sua vida.
Não o fazer tem que ser punido. Assobiar para o lado até que um dia nos toque à porta, é tão desumano como colocar uma criança de seis anos numa cama de hospital a lutar contra a morte, porque foi atropelada numa passadeira.

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2Comenta Este Post

At 11/05/2007 8:57 da tarde, Anonymous Anónimo escreveu...

são uma peste. a minha mãe foi atropelada mortalmente na passadeira quando se dirigia pela manhã ao seu trabalho da sua vida. o mínimo que posso afirmar é a falta de humanidade de quem não respeita uma outra vida.e concordo que quem não respeite o outro deve deixar de ter na hora meio de ceifar no futuro qualquer grande vida.

 
At 11/05/2007 11:21 da tarde, Blogger josé palmeiro escreveu...

Vamos batendo records, uns atrás dos outros. A minha cunhada, morreu à frente do marido e dos netos, atropelada por um indigente que conduzia em excesso de velocidade. Estou muito abalado com o que vem acontecendo.

 

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