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terça-feira, setembro 29, 2009

O crescimento do PP

Analisar o resultado do PP nas eleições de 27 de Setembro, baseado, apenas, no resultado desastroso do PSD, é grave e demasiado simplista. A campanha racista, xenófoba que Paulo Portas desenvolveu e o seu eco eleitoral, e não apenas o seu populismo ou a falta de jeito de Manuela Ferreira Leite, merecem uma análise mais cuidada da parte da Esquerda. Para já, sem fazer essa análise, aqui ficam alguns números que devem merecer a nossa atenção e que mostram que o PP não cresce apenas à custa do PSD.

Olhemos os resultados em três distritos: Lisboa, Setúbal e Porto. E olhemo-los de frente.

No Distrito de Lisboa, o PP subiu 29% de 2005 para 2009 e não foi à custa do PSD, que não perdeu votos.
Em Setúbal, o PP subiu de 21614 para 38378, 77%, e também não foi à custa do PSD, que manteve os seus votos.
No Porto, o PP sobe 38%, mas o PSD também cresce 5%.

Os resultados da Esquerda nestes três distritos mostram como o crescimento do PP deve ser analisado duma forma mais profunda e atenta:
O PC, no conjunto dos 3 distritos, não subiu nem desceu, mantendo, no esencial, a sua votação.
Em Setúbal, o BE sobe 35% (o PP, recorde-se, 77%).
Em Lisboa, o BE sobe 20% (o PP, recorde-se, 29%).
No Porto, o BE sobe 38% (o PP tem uma subida semelhante, recorde-se).

Numa primeira análise, necessáriamente para ser aprofundada, nos distritos onde a Esquerda e, nomeadamente, o BE, já tinham uma implantação “madura”, a perda da maioria absoluta do PS não se ficou, apenas, a dever a um avanço da Esquerda, mas também a um acentuado crescimento da Direita mais reaccionária e mais perigosa.
Nestes três distritos o avanço da Esquerda Socialista, que existiu, acaba por ser ofuscado pelo avanço do PP. No resto do País também. Os resultados de Paulo Portas e o PP têm que passar a ser olhados em Portugal da mesma forma que os avanços da extrema-direita no resto da Europa: como verdadeiros perigos para a Democracia. E como tal, pela Esquerda, referidos e denunciados.

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7Comenta Este Post

At 9/29/2009 2:16 da tarde, Anonymous Anónimo escreveu...

"A campanha (...) merecem uma análise mais cuidada da parte da Esquerda. (...) Os resultados da Esquerda (...) nos distritos onde a Esquerda (...) tinham uma implantação “madura” (...) não se ficou, apenas, a dever a um avanço da Esquerda, mas também a um acentuado crescimento da Direita".

A propósito, quem é que a nomeou para falar em nome da esquerda? O ridículo mata, no seu caso o ridículo associado ao parolismo apenas se torna risível.

 
At 9/29/2009 3:50 da tarde, Blogger Daniel Arruda escreveu...

Anónimo, a Isabel como qualquer cidadão tem direito a falar e como dirigente política de uma força que representa 550 000 votos no país, eleita por um partido de esquerda para os orgãos autarquicos, activista sindical e cidadã que participa tem por inerencia o direito de falar em esquerda.
Coisa que os militantes do PS não têm pois não?

 
At 9/29/2009 4:04 da tarde, Blogger Isabel Faria escreveu...

Caro anónimo, vou-lhe explicar uma coisa, assim, rapidinho:
Como escrevo num Blog MEU, não sou paga por NINGUÉM, não fui eleita por NINGUÉM para nele escrever, o que cá escrevo SÓ a mim responsabiliza, não preciso nem de nomeações, nem da sua opinião...e muito menos discuto a minha com quem entende que precisaria de nomeação para falar do que quer que seja na MINHA casa.

Você entra cá se quiser (já agora, para que fique, mais uma vez claro, e se eu quiser!). Entendido?

(Parolismo é um termo engraçado!).

 
At 9/29/2009 9:29 da tarde, Anonymous Anónimo escreveu...

Parolismo é um termo engraçado! E provincianismo e paroquianismo. E ambos se aplicam a si.

 
At 9/29/2009 9:48 da tarde, Blogger Daniel Arruda escreveu...

Anónimo, a publicaçãod este comentário vai servir de aviso que está a passar um pouco das marcas da boa educação e do respeito pelas pessoas. Serve também de aviso (sim nós avisamos antes de deixar de publicar)qeu no futuro este tipo de comentários serão pura e simplesmente apagados.

 
At 9/29/2009 11:28 da tarde, Anonymous Anónimo escreveu...

Se nos lembrarmos de campanhas anteriores de Paulo Portas, os temas eram sensivelmente os mesmos antigos combatentes, a insegurança, a imigração.

Juntou-lhe desta vez o rendimento minimo.

Só que na campanha de 2005 , depois de Paulo Portas ter passado pelos governos de Durão e Santana, o Paulinho das Feiras desapareceu, os temas mais radicais foram adocicados, e tivemos o CDS democrata cristão a fazer campanha.

Nestas eleições voltamos a ter o Paulo Portas de 2002.

A subida que já se advinhava com o resultado das europeias, tambem deveu muito, ao PS, que evitou a todo o custo atacar o PP, e á comunicação social que foi totalmente condescendente, com Paulo Portas.

O caso dos submarinos hoje vindo a lume, pode querer dizer, que o estado de graçaacabou.

Mas politicamente existe um voto PP , que vem directamente de sectores do PS ( na Madeira isso foi flagrante) e mesmo de eleitorado popular, descontente com certa insegurança, e atreito ao discurso dos malandros que recebem rendimento minimo, mas não querem é trabalhar.

Acho significativo deste voto, foi o que aconteceu no Vale da Amoreira onde o PP chega aos 10 %.

Pode ser um balão que se vai esvaziar, se Paulo Portas acabar por se coligar com o Socrates, mas há uma percentagem nada desprizivel do eleitorado, que num futuro , pode votar num dos movimentos neo-nazis que já vão saindo da toca.

 
At 9/30/2009 7:32 da manhã, Anonymous Anónimo escreveu...

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