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terça-feira, setembro 29, 2009

O espectro político nacional

Para que não sobrem dúvidas sobre o que eu acho sobre os partidos em Portugal aqui vai a minha definição resumida e simplificada sobre cada um deles e o enquadramento ideológico que lhes dou. Porque os nomes são bonitos mas o que interessa são os conteúdos e esses é que definem as políticas. È que já não há paciencia para o deturparem as minhas palavras.
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CDS-PP: perdeu todo o seu cariz democrata cristão e liberal que o caracterizou na sua fundação. Tornou-se ao longo dos tempos cada vez mais radical no discurso á direita, roçando muitas vezes a xenofobia sendo ultra conservador nos costumes, ultra liberal na definição de estado a menos que o tema seja segurança onde defende um papel quase opressor do Estado. Coloco-o ideologicamente na extrema direita.
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PSD: Não coloco aqui o PPD porque esse está morto á muito tempo. Históricamente social democrata mas empurrado pelo PS para a direita e com o terreno da democracia cristã deixado ao abandono pelo CDS, é actualmente um partido liberal no papel do estado e nas economia e profundamente conservador na visão de sociedade. As suas posições sobre a família e o casamento por exemplo colocam-no claramente no campo das democracias cristãs ocupando o campo da direita clássica. O lema já assumido é o de menos estado é melhor estado.
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PS: Históricamente um partido de esquerda, socialista, republicano e laico foi ao longo dos anos desviando para a direita ocupando agora o espaço que historicamente era do PSD no centro do espectro político, claramente social democrata, não no sentido das sociais democracias nordicas mas claramente nesse segmento do final do seculo apelidado de 3ª via ou new labour. Como centro que é defende a liberalização moderada do estado e da economia. Transformou-se ao longo dos tempos num partido menos social tendoa inda uma visão conservadora qb sobre os valores e tradições.
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BE: Um movimento/partido nascido da constatação da realidade de que os partidos de esquerda tinham de pôr de parte as diferenças assumindo os ideais que os uniam e da indefinição do PS em se assumir como esquerda derivando cada vez mais á direita e simultaneamente da dificuldade do PCP em deixar a sua trincheira ideológica. Ideológicamente colocado nos pensadores socialistas como Marx, Trotsky ou Lenine é aquilo que se pode defenir como um Partido Socialista, sem a conotação negativa que esta terminologia tem em Portugal dadas as derivações do PS. A defesa do Estado Social e das questões sociais ditas de rutura são algumas das bandeiras bem como o papel central do estado numa lógica socialista.
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PCP: Um partido Comunista clássico sendo um dos últimos na Europa com representação parlamentar. Ideológicamente defenido desde os tempos da antiga União Sovietica, não havendo nenhum tipo de dúvidas sobre o espaço político que ocupa. Um partido conservador na sua linha ideológica e defensor do estado social sendo que no ambito social é ideologicamente defenido ou seja conservador.
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É fácil de ver que esta é uma análise superficial mas que mostra bem o que se passa no espectro político nacional. Ou seja que temos uma direita defenida embora deslocada pois o CDS ocupa a extrema direita e o PSD o espaço do CDS. Temos um PS que ocupa o centro direita, espaço do PSD. Á esquerda e bem defenido está também a CDU e o BE sendo que há esta preversão de que não temos como é normal em qualquer país da Europa um partido de centro esquerda. A menos que o PSD esteja no poder. Aí o PS ocupa o seu espaço no centro esquerda.
Espero que tenha ficado claro o que penso do espectro partidário português. Podem discordar mas é a minha opinião e visão.

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7Comenta Este Post

At 9/29/2009 9:24 da tarde, Anonymous Anónimo escreveu...

Então, primeiro devia aprender português.

 
At 9/29/2009 9:27 da tarde, Anonymous Anónimo escreveu...

"É fácil de ver que esta é uma análise superficial"

Inteiramente de acordo, além de aldrabona. Chamar movimento/partido a um partido é uma aldrabice.

 
At 9/29/2009 9:45 da tarde, Blogger Daniel Arruda escreveu...

Anónimo, eu começo a achar-te piada, por enquanto. Sim, movimento/ partido porque nasceu como movimento e tornou-se cada vez mais um partido. Quando o for defenitivamente deixarei de usar o termo movimento. Como não deves conhecer o BE desculpo-te por não saberes que em muitas coisas ainda funciona como um movimento.

 
At 9/29/2009 9:46 da tarde, Blogger Daniel Arruda escreveu...

Uma nota, ainda bem que não discordaste de nada do resto. É um bom sinal.

 
At 9/29/2009 10:15 da tarde, Anonymous Anónimo escreveu...

Nasceu partido e partido continua. E nunca foi outra coisa que partido.

 
At 9/29/2009 11:59 da tarde, Anonymous Anónimo escreveu...

Este comentário foi removido por um administrador do blogue.

 
At 10/01/2009 8:04 da manhã, Anonymous Anónimo escreveu...

E há 14 anos em 1995, o PS teve 112 deputados que com 15 da CDU perfaziam 127 deputados. Em 2009 o PS teve 96, o BE 16 e a CDU 15. Exactamente 127 deputados.

 

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