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quinta-feira, março 19, 2009

Umas dicas ao 1º minístro

Ontem houve como é normal e cada vez mais banal o debate quinzenal com o 1º Minístro José Sócrates. Banal porque os debates são cada vez mais previsíveis. A qualquer coisa que um qualquer partido diga já se adivinha a resposta. Ao PSD não responde falando apenas do seu último período de governo, que de facto foi horrível mas em 4 anos já podia ter mudado o discurso. Ao CDS já se sabe que a resposta vai ser em tom de gozo ao qual Paulo Portas nunca resiste. Ao PCP a história da ideológia, como se fosse crime ter-se uma, e a de estar agarrado a valores do passado, o que sendo em parte verdade, já enjoa ouvir. Ao BE também já se sabe, a história do grilo falante, da arrogancia e outros adjectivos sendo que aos Verdes já quase nem responde.
Em todas as respostas há no entanto uma coisa em comum. Não se pode falar mal do Governo ou dos seus amigos pois senão o 1º Ministro exalta-se e começa a ofender tudo e todos lá do alto da sua arrogância.
De facto os tiques autoritários cada vez mais evidentes e menos disfarçados, fazem cada vez mais parte do discurso parlamentar de Sócrates. Quase na mesma medida em que ele já não disfarça o controle da comunicação social ou o uso de ferramentas e recursos do governo para alimentar o seu próprio ego tal como qualquer ditador faria.
Mas ontem, e nesta linha dos tiques de autoritarismo, de falta de cultura democrática e laivos de totalitarismo, Sócrates foi mais longe no culto ao líder do que alguma vez tinha feito. Disse ontem no parlamento e passo a citar "O país precisa de quem lhe diga o que é que deve fazer". Nem mais nem menos. O rebenho precisa do seu pastor, traduzo eu.
Por isso e já que entrámos nessa onda deixo aui ao 1º Ministro algumas dicas de frases que pode usar num dos próximos debates e que foram proferidas por uma figura muito parecida com ele próprio.
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"Vós pensais nos vossos filhos, eu penso nos filhos de todos vós".
"As discussões têm revelado o equívoco, mas não esclarecido o problema; já nem mesmo se sabe o que há-de entender-se por democracia".
"Deus, Pátria, Família"
"Em política, o que parece é."
"Sei muito bem o que quero, e para onde vou!"
"Não devemos deixar entrar a desordem onde há ordem."
"Meia dúzia de safanões a tempo."
"Para Angola, rapidamente e em força."
"Orgulhosamente sós!"
"A nação não se discute."
"Tudo pela nação, nada contra a nação."
"Devo à providência a graça de ser pobre."
"Quem não é patriota não se pode considerar português"
"Ensinai aos vossos filhos o trabalho, ensinai às vossas filhas a modéstia, ensinai a todos a virtude da economia. E se não poderdes fazer deles santos, fazei ao menos deles cristãos".
"Estado é a Nação socialmente organizada".
"Portugal nasceu à sombra da Igreja e a religião católica foi desde o começo elemento formativo da alma da Nação e traço dominante do carácter do povo português".
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Não sabem quem escreveu isto? De certeza? Pois então fiquem sabendo que foi Salazar.

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